Fazemos escolhas o tempo todo, onde comprar pão, qual roupa vestir, qual o melhor caminho pro trabalho, onde estudar, comprar carro ou moto, tudo se faz e constrói nas pequenas escolhas. O fato de ir na padaria pode determinar com quem se casar, num simples ato cotidiano podemos conhecer aquela pessoa com quem poderemos passar o resto de nossas vidas. Mas a vida não é simples como nossas escolhas, ou melhor, a vida é complicada justamente por causa de nossas escolhas, sejam elas certas ou erradas.
A pior coisa do mundo é fazer a coisa errada tendo a absoluta certeza de estar fazendo a coisa certa. Isso nos dá a falsa sensação de felicidade e realização, nos dá um ânimo para a vida, nos faz achar que estamos no caminho certo. Mas o caminho que estamos seguindo é o do abismo, quando vem a tona a realidade que a pressa e o entusiasmo cegou pode ser tarde demais. O tempo já passou, a vida já atropelou nossos sonhos, e as nossas escolhas – por melhor que tenham sido as intenções – nos levaram para um lado negro, triste e difícil de transpor. Nos levam para onde não gostamos de ir, nos levam pro caminho da reflexão e da autocrítica. Nos levam para onde somos obrigados por nós mesmos a admitir o erro, admitir a falha, admitir que não somos perfeitos.
Nos relacionamentos conjugais queremos ter sempre razão, não por querer ser melhor que o outro, mas por querer ser o melhor para o outro. É muito difícil olhar pra si e esmiuçar todos os nossos sentimentos, todos atos que podem ferir ou magoar quem amamos, tudo isso é difícil mas é possível. O que beira o limite entre o possível e o impossível é, depois de tudo isso, ter capacidade de mudar. A mudança de comportamento, mudança de estilo de vida, mudança de valores, tudo isso nos traz medo e insegurança. Como mudar nossa avaliação do que é mais ou menos importante? Como reconhecer que tudo que fomos até nos dividir em dois – homem e mulher – pode não ser o ideal para fazer alguém feliz?
As escolhas que fazemos são fundamentais para nosso presente e futuro, mas as mudanças que fazemos podem determinar novas escolhas. As escolhas podem ser fruto do que vemos, da realidade que está na nossa frente, mas o ser humano não é tão simples. Ele faz a escolha baseado no presente, mas fazendo uma projeção de futuro. O erro pode estar justamente no fato de ignorar o outro nessa projeção, ignorar que as mudanças que se espera da pessoa amada pode não significar a felicidade dela e sim a nossa. E como ser um casal de um só feliz? É impossível porque a infelicidade da pessoa amada é um câncer que devora a nossa. Não por egoísmo e sim por amor. Como ser feliz tendo ao nosso lado a pessoa que amamos infeliz? É impossível!!!
domingo, 25 de abril de 2010
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Ola, Rochinha.
ResponderExcluirEm todos os casos, nos vivemos primeiramente de escolha erradas, mas infelizmente nem todos percebem isso e vao seguindo em frente, principalmente aqueles que sao muito orgulhosos e os que nao admitem seus proprios erros.
Erramos para corrigirmos os nossos erros, aprendemos, fortalecemos e sempre buscamos caminho certo eh o mais dificil, pois nunca sabemos exatamente qual eh o nosso caminho certo.
Eu, como todos, tive erros na vida, mas sempre procurei ter consciencia do meus erros e me corrigir para nao repetir. Por isso, sou uma pessoa feliz. Acredito q meu marido tb seja muito feliz, pois respeitamos, compreendemos e juntos superamos muitas dificuldades na vida.
Adorei o seu texto. Muito bom!
Bjs, Eneida
Olhando por um outro angulo, não acredito que as escolhas erradas são de tudo ruins... às vezes os erros nos leva a lugares inesperados, diferentes e progressor... ao longo do tempo.. percebemos que o que achamos de escolha errada anteriormente, no futuro nos surpreenderá...
ResponderExcluirNão concordo que vivemos de escolhas erradas... mas conseguimos modificar as escolhas erradas que fazemos e tiramos proveitos dela...
Em todo caso acredito que todas as coisas cooperam a meu favor... escolhas certas ou nao.. elas vão me favorecer.. de alguma forma!!!